
Profissionais da saúde que atuam em unidades públicas de Vitória da Conquista denunciam atrasos recorrentes no pagamento de salários, situação que tem gerado indignação e dificuldades financeiras para dezenas de trabalhadores.
Segundo relatos, funcionários que prestam serviço em locais como a UPA, Hospital de Base, o Hospital Afrânio Peixoto e a HEMOBA ainda não receberam seus vencimentos, mesmo aqueles que têm pagamento realizado por meio do Bradesco. A responsabilidade pelos contratos estaria ligada à Fundação José Silveira, entidade que, de acordo com os trabalhadores, acumula histórico de atrasos.
A situação tem gerado insegurança e revolta entre os profissionais, que dependem dos salários para arcar com despesas básicas como alimentação, aluguel e transporte. “A gente cuida da saúde da população, mas não tem garantia nem do nosso próprio sustento”, relata um dos trabalhadores afetados.
Os atrasos não impactam apenas os funcionários, mas também levantam preocupação sobre a qualidade e continuidade dos serviços prestados à população. Especialistas alertam que a desvalorização dos profissionais da saúde pode comprometer o atendimento e agravar ainda mais a situação do sistema público.
Diante do cenário, cresce a cobrança por posicionamento das autoridades. Trabalhadores questionam a ausência de respostas efetivas por parte do governo estadual e pedem mais transparência sobre os repasses e a gestão dos contratos.
Enquanto isso, sindicatos e órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, são apontados como caminhos para que a situação seja investigada e solucionada. A mobilização da categoria também surge como alternativa para pressionar por regularização dos pagamentos e respeito aos direitos trabalhistas.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data de regularização dos salários em atraso.
A reportagem segue acompanhando o caso.
